TERMOS: KOUHAI, SENPAI, SENSEI E SHIHAN

先輩 SENPAI

Inúmeros são os instrutores que “amam” usar a palavra “SENPAI” referindo-se aos “Faixas Pretas” ou “estudantes seniores” como tal, mas isso é um grande erro!

Ao falar sobre SENPAI é OBRIGATÓRIO falar na relação:
SENPAI (先輩)
KOUHAI (後輩).

SENPAI é um estudante sênior (designado pelo SENSEI) que se torna responsável por um ou mais KOUHAI (estudantes) para ensinar-los informações básicas sobre o Ryū (流) ou escola.

Frequentemente esta relação é conhecida “irmão mais velho / irmão mais novo” dentro do Japão tradicional e deveria ser feito de idêntica maneira dentro das escolas de Artes Marciais.

Ou seja, um SENPAI encarregado de um ou mais estudantes específicos e não de uma turma completa.

Naturalmente, este não é o caso das escolas ocidentais onde o SENPAI é conhecido pelos outros alunos, mas nenhum KOUHAI respectivo é encontrado ou designado…

Geralmente, SENPAI é dito ser, de forma errada, o estudante sênior diante toda a classe, quando na realidade deveria ser um responsável por um pequeno grupo de alunos dentro de um todo que é a classe.

Assim sendo, lembre-se que “SENPAI” não é um título, SENPAI/KOUHAI é uma relação!

先生 SENSEI

Não há termo mais utilizado e, possivelmente, menos entendido do que o termo japonês SENSEI.

A sua utilização indiscriminada com infinitos significados no meio das Artes Marciais ensinadas no ocidente (…antes que alguém pergunte: no Japão os japoneses entendem o significado do termo SENSEI, por isso, a questão é posicionada neste contexto apenas) confere-lhe um estatuto místico-transcendente, elevando o seu “hospedeiro” a um patamar acima dos demais mortais… (Sem que, de fato, este termo mereça tal atenção.)

Mas antes de aventurarmo-nos pelos significados diversos que esta palavra tem erroneamente assumido, vamos compreender efetivamente o que significa este termo e sua real utilização.

Para começar, vamos entender o que significam as partes que compõem a palavra SENSEI.

Quando escrito em japonês, utilizando ideogramas, esta palavra é composta por duas ideias distintas:

先 – SEN (Saki) “antes, à frente, precedente, prévio…”
生 – SEI (Umareru) “viver, nascer.”

Conclui-se que SENSEI literalmente significa “Aquele que nasceu/viveu antes (de mim)” e, consequentemente, implica “ser mais velho”.

Contudo, a condição de “ser mais velho” em determinada área de atividade pode ser atingida por meio de educação, conhecimento efetivo sobre determinada matéria, profissão e também por idade (no Japão é extremamente comum referirmos as pessoas mais velhas – devido o respeito que temos por elas – pela designação SENSEI). Neste mesmo contexto, dentro da sociedade japonesa, certas pessoas com estatuto social definido (como médicos, advogados, professores, etc.) frequentemente são chamados de SENSEI… praticamente da mesma forma como são usadas  as expressões “doutor”, “engenheiro” e assim por diante.

Isso leva-nos à questão da palavra SENSEI utilizada dentro das Artes Marciais praticadas nos dias de hoje.

Em primeiro lugar, e que isso fique bem claro, se tratando de ser ou não ser SENSEI, ter uma faixa preta não faz de ninguém um SENSEI e, por isso, é errado e completamente fora de contexto obrigar os alunos a tratarem os faixas pretas por esta denominação.

Vejamos um exemplo prático: Uma pessoa com uma certa idade, com família para sustentar e que é 2º ou 1º Kyū, ser obrigado a tratar um faixa preta, mais jovem que ele, pela denominação SENSEI é ir muito além do que este termo representa e é uma falha grosseira de etiqueta tradicional japonesa (onde os mais jovens devem respeitar aos mais velhos).

Assim, quem seria um SENSEI dentro das Artes Marciais ensinadas no ocidente?
A denominação SENSEI é, em grande parte, uma medida de comparação entre indivíduos que possuem uma arte em comum e, neste aspecto, define o respeito que ambas têm entre si. O grau de conhecimento da cultura japonesa determina a utilização do termo dentro do círculo restrito de conhecimentos “interno” (independentemente das faixas ou graduações que possuem).

Isto já não é válido para elementos de Artes Marciais diferentes, onde não se pode determinar com precisão os conhecimentos dos outros indivíduos ou sermos capazes de dizer definitivamente se este ou aquele “nasceu antes de (uma outra pessoa)”. Assim sendo, o termo SENSEI não pode ser usado neste contexto sob pena de cair no erro de “subestimar” ou “super-estimar” o conhecimento real de determinado indivíduo que provém de fora do círculo de conhecimento interpessoal. (Sem entrar no mérito da questão do fato de um “faixa preta” ter se tornado sinônimo de instrutor…)

Contudo, uma vez que as Artes Marciais Japonesas são um guia de comportamento baseado nos ensinamentos de condutas marciais Japonesas, onde a humildade, simplicidade, retidão e o “não apego ao ego” são fatores determinantes, vêem-se a cada dia que passa um crescente número de indivíduos que se apresentam como “Sensei, XXX-Dan de YYY-Arte”. Tal comportamento apenas demonstra a falta de conhecimento por parte destas pessoas no que diz respeito ao significado real desta palavra e vai diretamente contra os ensinamentos básicos de humildade e simplicidade ensinados em qualquer Arte Marcial Japonesa, pois o esforço deve ser feito na compreensão da Arte (seja ela qual for) e não no acúmulo de títulos – por pura vaidade.

Desta forma, um melhor entendimento do termo em questão, uma melhor compreensão de condutas culturais estabelecidas pela prática das Artes Marciais e uma maior reflexão sobre o verdadeiro significado da palavra “humildade” talvez mudassem este panorama caótico do uso da palavra SENSEI.

師範 SHIHAN

O ideograma para “Shihan” é composto por duas partes: Shi (師) que significa “professor”, “mestre” e Han (範), que significa “exemplo” ou “pessoa de caráter exemplar”. Assim, usado de modo tradicional, “Shihan” é um termo de tratamento dirigido a pessoas a quem se vê como um exemplo a ser seguido.

Atualmente tende-se a pensar que a função de um professor é comunicar informações a seus alunos, porém, o uso tradicional do termo “Shihan” está ligado a um modelo mais antigo de instrução. Nesse modelo, as pessoas que querem aprender uma atividade ou arte ligam-se a um mestre, a que devem observar e imitar. Desse modo, recebem ensinamentos gerais sobre como conduzir suas vidas bem como ensinamentos mais específicos relacionados à técnica de sua arte. Há (diz-se às vezes) uma “transmissão de coração para coração” da arte do mestre ao aluno – uma transmissão que não pode ser realizada a menos que este esteja em contato direto com o mestre.

Empregado para significar “mestre exemplar”, o termo “Shihan” é simplesmente uma forma respeitosa de tratamento. Em geral, seria endereçado apenas àqueles com grande conhecimento, habilidade, experiência e habilidade para ensinar – ainda somente se tivessem vivido vidas exemplares. Ainda assim seria um erro exigir uma definição precisa desse termo de tratamento, assim como seria um erro perguntar exatamente quantos anos um ceramista teria de exercer a prática antes de, ele ou ela, poder ser chamado de mestre ceramista.

       

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